Conheça as vantagens e desvantagens de comprar um imóvel em leilão
Postado em: 10/06/2019
A compra de um imóvel está no sonho de muitos brasileiros, mas nem todo mundo consegue alcançar esse objetivo por se tratar de um bem com alto custo e que compromete o orçamento por muito tempo. Porém, alguns meios podem ser capazes de viabilizar a compra da casa própria. O leilão é um deles, já que pode reduzir o valor do imóvel em até 50% em relação ao preço de mercado e se tornar um excelente negócio.

Mas é preciso ter muito cuidado para que o sonho não vire um pesadelo, já que esta é uma negociação sujeita a muitos riscos. Conheça as vantagens de comprar um imóvel através de um leilão e também a atenção necessária para fechar um bom negócio.

O primeiro passo a ficar atento é em relação ao edital do leilão e prestar atenção a todos os detalhes que estão contidos nele. Lá estarão todas as informações necessárias para a negociação, como as condições de venda, forma de pagamento, valor mínimo, comissão do leiloeiro, estado de conservação, impostos e o modelo de contrato. Outros detalhes também precisam ser avaliados.

“Existem pontos importantes de análise e um deles é realmente o leilão em si, como tramitou o processo, se o devedor foi intimado, se foram cumpridas todas as obrigações de intimação, ver se o credor compareceu. É fundamental ter conhecimento se o leilão cumpriu todas as etapas. Isso tudo pode evitar que o leilão seja anulado”, explica Rafael Accioly, advogado especialista em direito imobiliário do escritório Queiroz Cavalcanti Advocacia.

Outra questão importante é analisar de forma detalhada toda a documentação, inclusive a certidão de matrícula para ver a situação do imóvel. “Através dela, é importante fazer uma análise se não existe alguma outra penhora e dificultar a propriedade do bem”, ressalta Rafael Accioly.

Em um momento de crise financeira, como o Brasil vem enfrentando há alguns anos, os cuidados devem ser redobrados. Esta é uma discussão que pode adquirir o imóvel e vir a ter um problema mais na frente. Imóveis que vão a leilão estão sendo discutidos em um litígio, o dono não quer perder.

Em uma situação de instabilidade econômica, o proprietário pode ter outros credores que podem ir atrás do imóvel. Por isso, é importante fazer uma análise detalhada previamente”, acrescenta. Além disso, é importante fazer o levantamento de todas as dívidas para que algumas não recaiam sobre o comprador, como o IPTU e taxas.

É fundamental ainda analisar a situação do imóvel em relação ao antigo proprietário. O mais comum é que os imóveis leiloados já estejam prontos e costumam ter pessoas morando neles. Em muitos casos, os antigos donos não foram despejados ainda e o comprador obtém uma carta de arrematação que vai permitir solicitar a desocupação. O processo pode ser demorado, caso seja discutido na Justiça. E também pode gerar gastos com advogados.

Como são muitas as variáveis, todos os aspectos devem ser avaliados porque existem situações que tornam os riscos menores ou maiores. “Existem leilões que os riscos são maiores e outros que são menores e também depende se as pessoas estão suscetíveis a assumir ou não. Não adianta entrar apenas fazendo uma análise comercial, pensando que o imóvel está com o preço bom e que vai comprar porque pode acabar entrando em uma briga judicial e ser mais uma pessoa a brigar pelo imóvel”, pontua o advogado.

Inclusive, Rafael Accioly orienta que um processo complexo como um leilão deve ser feito com o acompanhamento de um advogado especialista na área porque, desta forma, com uma análise profissional, é possível minimizar os riscos de participar de um leilão. “Uma análise bem feita pode minimizar os riscos e até fazer com que o cliente pense se quer prosseguir ou não”, completa.

Depois de feita toda a avaliação do processo do leilão e da documentação do imóvel, caso a opção seja por prosseguir, é possível que o formato para a compra de um imóvel traga vantagens, principalmente em relação ao preço.

“O primeiro leilão tem o valor da avaliação, mas normalmente, por conta disso, não tem interessado. Aí no segundo o valor mínimo é de 50% do valor de mercado, podendo gerar uma economia no final. Mesmo que tenha o custo do leiloeiro e do ITBI, é um excelente negócio“, garante o advogado. Ele ainda reforça que o comprador deve logo registrar o imóvel em seu nome para não ter nenhum outro problema no futuro.

Fonte: Zap.
 
 
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